Além de se divertir ao acompanhar os esportes e a distribuição de medalhas nas olimpíadas, este é um bom momento para cometer todo tipo de contravenção e malandragem. Com todos os olhares da imprensa na China, o resto do mundo aproveita. "Podiam deixar os jornalistas na China pra sempre", diz a petista Marta Suplicy. No sábado, a candidata foi abordada por um eleitor que relatou suas dificuldades amorosas e pediu conselhos. A sexóloga feminista, interessada no voto, disse que "nem toda mulher gosta de apanhar, só as normais" e convidou o rapaz para a sua mansão no Jardim Europa: "vem ser meu Rocky Balboa, querido". Entretanto, para o alívio de Marta, este acontecimento ficou de fora dos jornais em detrimento de interessantíssimas matérias sobre a chegada da delegação de Botswana a Pequim e da unha encravada de Robert Scheidt.
Não foi apenas Marta Suplicy quem aproveitou. Enquanto a ex-prefeita se divertia apanhando na cama, o primeiro-ministro russo Vladimir Putin, cansado de ficar mexendo no Orkut, fechava os olhos e apontava em um mapa um país qualquer na regiões da fronteira da Ásia com a Europa para atacar. "O divertido de conflitos na antiga URSS é que a gente só descobre que os países existem quando eles já estão destruídos", diz o ministro das Relações Exteriores Celso Amorim. O "Pensamos Grande..." lamenta ter fechado o seu escritório internacional na Geórgia em fevereiro depois que a Receita Federal começou a barrar os carregamentos de Vodka que os nossos jornalistas traziam quando retornavam. Entretanto, inconformado com o pouco caso da mídia brasileira com a bela, forte e pujante nação georgiana, trás um relato completo sobre este país que está sendo vitima de uma ofensiva russa.
A Geórgia surgiu em 2000 antes de cristo quando um motorista da Viação Itapemirim responsável por fazer a linha Cairo-Babilônia Convencional, lotado em uma véspera de feriado, se perdeu ao passar por uma placa mal colocada. Quando o combustível acabou, estavam numa terra feia e deserta que chamaram de Geórgia. Decepcionados, os passageiros perceberam que não seria possível voltar. Surgia então uma nova nação, cujo lema é Chemi khatia samshoblo, que em português significa "Motorista filho da puta".
Nos próximos 4000 anos não aconteceu absolutamente nada, o que explica por que nenhum aluno de ensino médio da Geórgia reprova em história. Os georgianos ficaram esperando por uma carona na beira da estrada e, enquanto isso, iam consumindo os alimentos que haviam trazido para a viagem. Como o ônibus era convencional e pobre não pode pensar em viajar que leva pacotes de bolacha "pras criança" até no motor do veículo, os alimentos só começaram a faltar na década de 1910, quando a escassez causou inflação e os habitantes passaram a se matar por uma empadinha da rede Graal.
Felizmente, em 1920 o grande Lênin encontrou aquelas pessoas e os chamou de Sakartvelos Demokratiuli Respublika, que em português significa "Povo do busão amarelo". Felizes, os georgianos começaram a receber alimentos do forte e vasto império soviético. Entretanto, após milênios enfrentando comida de estrada, os seus aparelhos digestivos não estavam mais preparados para enfrentar coisas como salada de tomate e creme de milho no lugar de coxinhas e bolachas Bono. Isso causou uma corrida ao banheiro e disputas sociais que dividiram a Geórgia por décadas. Os que tinham lugares mais próximos do banheiro (poltrona 21 para frente) se aproveitavam da sua posição social e discriminavam os pobres ocupantes das poltronas de numeração mais baixa. Marginalizados, estes passaram a se portar como rebeldes e, num ato de vandalismo, quebraram a descarga do banheiro, causando convulsão social e estado de emergência na Geórgia.
Com o fim da URSS, os georgianos ficaram sem a comida e com o cheiro ruim. Isso causou trocas de acusações e o "Povo Oprimido das Poltronas de Número Menor que Vinte" resolveu proclamar independência e passaram a se chamar de Ossétia do Sul. Os georgianos que sobraram não gostaram e desceram a porrada neles, tacando copinhos de água mineral com etiquetas "tenha sempre uma boa viagem" nas suas cabeças. Putin, com consciência ecológica, não gostou deste desperdício de água e resolveu que a Russia deveria intervir. Isto causou os atuais conflitos, muito mais divertidos que as Olimpíadas.
O PG acompanha de perto os desdobramentos dos ataques russos e torce para que a Guerra não eleve o preço da Vodka.
FONTE: pensamosgrandemasnaocabeaqui
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2 comentários:
ahahahhaa haja inteligencia haha
mto bommm
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